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"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros." Já desisti de ser uma pessoa só, já desisti de ser uma multidão."

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Recomeço



Tão poucas coisas na vida são mais dificeis do que recomeçar

..."é como tocar o mesmo violão, e nele compor uma nova canção..."

quase isso.


hoje descobri que em uma relação isso também é possível.

não, não é nenhum tipo de S.O.S relacionamentos : "se sua cara metade não te olha mais nos olhos, ligue! nós temos a solução!"

oloco! é, brega eu sei. Mas é bom que fique claro que não é nada disso, nenhuma daquelas tentativas furadas de arrumar o que não tem concerto, não, até porque quando esse é o caso, preferível é jogar tudo fora e esquecer porque vai por mim, nunca existiu.

aqui o caso é outro.

acho que essa foi a melhor saída que conseguimos pra nós: recomeçar.
voltar a ver as qualidades, voltar a ficar ansiosa(o) com o telefone tocando, sorriso bobo, olhar perdido, vontade imensa de falar e necessidade vital de ter do lado, bem pertinho.

é isso, seja bem - vindo de volta a minha vida, que praticamente não existiu nos dias da tua ausência.

e que esse recomeço, corresponda as nossa expectativas, e se possível, nos surpreenda com a força e potencialidade do nosso amor.




amo você, cabeção.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

(...)






Sempre precisei

De um pouco de atenção

Acho que não sei quem sou

Só sei do que não gosto

Nesses dias tão estranhos

Fica a poeira se escondendo pelos cantos

Esse é o nosso mundo

O que é demais nunca é o bastante

E a primeira vez

É sempre a última chance

Ninguém vê onde chegamos

Os assassinos estão livres

Nós não estamos

Vamos sair

Nós não temos mais dinheiro

Os meus amigos todos estão

Procurando emprego

Voltamos a viver

Como há dez anos atrás

E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas

Vamos lá tudo bem

Eu só quero me divertir

Esquecer dessa noite

Ter um lugar legal pra ir

Já entregamos o alvo e a artilharia

Comparamos nossas vidas

Esperamos que um dia nossas vidas possam se encontrar

Quando me vi tendo de viver

Comigo apenas e com o mundo

Você me veio como um sonho bom

E me assustei

Não sou perfeito

Eu não esqueço

A riqueza que nós temos

Ninguém consegue perceber

E de pensar nisso tudo

Eu, homem feito

Tive medo e não consegui dormir

Vamos sair

Mas estamos sem dinheiro

Os meus amigos todos estão

Procurando emprego

Voltamos a viver

Como há dez anos atrás

E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas

Vamos lá tudo bem

Eu só quero me divertir

Esquecer desta noite

Ter um lugar legal pra ir

Já entregamos o alvo e a artilharia

Comparamos nossas vidas

E mesmo assim

Não tenho pena de ninguém

sexta-feira, 8 de julho de 2011

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Férias.


não, não vou começar a temporada de sessão da tarde, regada à pipoca e guaraná, babando no sofá da sala

trabalho, trabalho, trabalho.

porém, cntudo, no entanto, sem faculdade, sem pressão, sem correria, sem dormir tarde, sem olhos cansados, pés doendo em cima de um salto...

casa! banho demorado, dormir às 8 da noite vendo desenho,

que venha as férias e que seja eterna enquanto durar. (:

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Enfim, feriado.



Tô me mandando lá pra Minas, fugir da agitação, do stress, e porque não dizer: fugir de mim (?)

..."é o que eu te disse, eu sou assim, partindo pra cima, fugindo de mim..."

mais do que isso, buscando alegria, felicidade, aconchego, buscando o 100% que não me pertence mais, ter de volta, mesmo que por 4 dias, os meus pedaços, as partes de um todo, o meu todo.

estou indo buscar o meu brilho no olhar, a felicidade visivel por todos, aquele sorriso bobo, olhar distante,

estou indo em direção a minha vida,


a você.

terça-feira, 14 de junho de 2011

ParabóLica
Engenheiros do Hawaii



Ela pára e fica alí parada
Olha-se para nada
Paraná
Fica parecida paraguaia
Para-raios em dia de sol
Para mim
Prenda minha parabólica
Princesinha parabólica
O pecado mora ao lado
E o paraíso
Ele paira no ar
Pecados no paraíso
Se a tv estiver fora do ar
Quando passarem os melhores momentos da sua vida
Pela janela alguém estarei
De olho em você
Completamente paranóico
Prenda minha parabólica
Princesinha parabólica
Paralelas que se cruzam
Em belém do Pará
Longe, longe, longe
Aqui do lado
Paradoxo!
Nada nos separa
Eu paro e fico aqui parado
Olho-me para longe
A distância não separabólica

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Fernando Pessoa
Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,

Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo

Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.


123° Aniversário de Fernando Pessoa.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Aniversariante.




..."hoje vai ser uma festa, bolo e guaraná, muitos doces pra você, é o seu aniversário, vamos festejar, os amigos receber..."
( Xuxa)



há várias sensações possíveis pra se sentir no dia do aniversário;


tem gente que fica triste, deprimido, não aceita que os dias passam, transformam-se em semanas, que passam ainda mais rápido transformando-se em meses que quando demos conta, lá se foi um ano, não acho saudável essa parada de não aceitar, cada ano é tão único mesmo você fazendo exatamente as mesmas coisas todos os dias.



tem gente que fica ansioso (que um dia já foi meu caso), contagem regressiva, e quando chega, nota-se que 24 horas são extremamente findas e que um dia, o que chamam de "seu dia" é invariavelmente fugaz (queria eu que minhas terças modorrentas passassem assim);



há outras que não ligam, simplesmente tratam o dia que nasceram, como mais um dia, um dia comum, um dia qualquer, e isso não faz nenhum mal efetivo a essa pessoa, mas desmotiva de forma irreversível aqueles que a rodeia, afinal baita desperdicio de tempo desejar que tenha um feliz aniversário aquele que nem sequer está se lembrando, fora a indiferença que recebem esse desejo;


e outras, que foi que aderi esse ano, são as pessoas que sentem-se nostálgicas, é, lembrando de outros aniversários, da época de festinha de escola, que levávamos bolo enrroladinho no papel alumínio, tá, quem nunca fez isso?


é isso que quero falar:


não, não vou contar de forma detalhada, 19 aniversários, até porque não me lembro da metade, rs.



o primeiro aniversário que me lembro, deve ser de uns 4 anos, fase complicada da minha vida, todas as minhas amiguinhas tinham um pai, e o meu "tinha ido morar com papai do céu", não, não quero comover ninguém, mas era isso, lembro-me que minha mãe e minha vó fizeram um bolo enorme e colocaram meu nome de confete (o meu doce preferido da época), pensando agora, não é que hoje minha mãe e minha vó me amam menos porque eu cresci e sou "boca dura", mas porque elas eram mais novas, e sim, isso faz toda a diferença.


lembro-me que tinha duas meninas que estudavam comigo, eu implorava atenção delas, e naquela inocência jurava que eram minhas amigas, engraçado é invocar as fotos e me ver tentando abraça-las e a cara de cú delas. hoje dou risada, fato.



depois me lembro do meu aniverário de 10 anos, extremamente frio, nada do solzinho que tem hoje pra esquentar os ossos, frio, mesmo, e tudo marcado, festa pronta, comida comprada, eu toda imperequetada, e para a surpresa de todos nós: fracasso total, vieram duas amigas! pois é, confesso o quão feliz ver minha mãe de pijama na primeira hora de festa e ver durante toda semana o pote na geladeira com aqueles intermináveis salgadinhos;



depois lembro de 15 anos, quis fazer no boliche, era moda, resultado: a atenção não foi toda pra mim como queria e acreditava que fosse, fiquei realmente frustada, fora que abri mão da minha familia, disse que tinha acabado aquela historinha de bolo de aniversário, bexigas e parabéns, tá confesso! me arrependi.


o de 17 também marcou, uma fase gostosa de vida, pouca responsabilidade, mas pra época sentia-me sobrecarregada...


como já disse, ansiosa para o aniversário, falei disso o mês de maio inteiro e todo mundo que me rodiava parecia não se importar, até que, no dia do meu aniversário, me arrumando pra sair, recebo uma ligação do Jr. falando que meu bisavô não estava passando bem, como eu tinha certeza, que ele, jamais, sob hipotese alguma brincaria com isso, abri mão dos meus compromisos e fui, cheguei lá e "tânã!" S-U-R-P-R-E-S-A!
a reunião das pessoas mais importantes e próximas de mim naquele momento, ete, misturado com judô, misturado com técnico, misturado com família. foi uma maravilha!



fotos minhas espalhadas por todo canto, engrandecendo meu lado egocêntrico, enfim, tudo cuidadosa e carinhosamente preparadado, uma das melhores comemorações de aniversário, fato.


É isso, comecei a escrever esse texto às 9:00AM e são exatamente 5 da tarde e nenhuma ideia mais vem a cabeça, só as preocupações, que claro, em grande maioria, não são minhas, então, ficará sem fim e ponto final.