Um apanhado de melhores momentos
Não sei quantas almas tenho
Cada momento mudei
Continuamente me estranho
Nunca me vi nem acabei
De tanto ser, só tenho alma
Quem tem alma não tem calma
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é
Atento ao que sou e vejo
Torno-me eles e não eu
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu
Sou minha própria paisagem
Assisto à minha passagem
Diverso, móbil e só
Não sei sentir-me onde estou.
(Alberto Caeiro)
Um apanhado de melhores momentos quem sabe, uma união de tudo que é diverso, e a dificil tarefa de de unificação.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
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